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domingo, março 17, 2013

"Memórias d'um Espelho Qubrado" no P3

O jornal online P3 publicou esta semana um artigo sobre a publicação online do meu romance "Memórias d'um Espelho Quebrado".


Podem ler o artigo aqui.
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terça-feira, janeiro 29, 2013

[ Jornal + | 29/01/2013 ] O contador de histórias em mim

Não é segredo que gosto de escrever. É por isso mesmo que fui convidado a participar nesta página, todos os meses, com uma crónica mais ou menos interessante. A verdade é que nem sempre acredito que tenha algo realmente relevante para partilhar, mas de uma forma ou de outra, as palavras surgem no ecrã (já lá vão os tempos em que se escrevia à mão numa folha de papel, ou até mesmo numa máquina de escrever). 

No entanto, é a contar histórias que realmente me realizo enquanto escritor. Histórias que passam como verdadeiras longas-metragens na minha cabeça e me atiram para mundos paralelos, imaginários, repletos de recordações de vidas que não vivi, com pessoas que nunca conheci, mas que no entanto, me são tão familiares. 

E cada livro é um filho. Pus nele um pedaço de mim, confidências dissimuladas, sonhos revelados, ou apenas frutos de uma imaginação fértil e que necessita de ser drenada para bem da minha sanidade. É por isso que escrevo! É para meu próprio bem que preencho estes espaços brancos, sejam folhas ou apenas pedaços de um qualquer ecrã de computador, mas depois do alívio que é pôr em palavras cada história, cada experiência, é natural para mim partilhá-las, como se de uma necessidade vital se tratasse fazer chegar estas histórias a quem as quiser conhecer. 

Foi por isso que publiquei o meu primeiro romance há mais de 6 anos, “O Outro Lado da Verdade”. Foi a primeira história que terminei, quando tinha ainda 16. Desde então escrevi outras histórias, outros livros, mas nunca os publiquei. Estes últimos anos têm sido de grande descoberta para mim, a vários níveis, e outras das muitas paixões que tenho foram ganhando protagonismo no meu dia-a-dia. A escrita, porém, nunca ficou totalmente esquecida. E agora, mais do que nunca desde que me mudei para a Dinamarca, estou pronto para contar mais histórias e partilhar mais de mim sobre a forma de palavras. 

Mas antes de surgirem novidades, senti necessidade de rever e reescrever parcialmente o meu primeiro romance. Durante este processo que já leva mais de um ano, decidi dividi-lo em duas partes. A primeira, “Memórias d'Um Espelho Quebrado”, está agora publicada sobre a forma de um blogue, acessível a qualquer pessoa que queira conhecer a história de amor entre Francisco e Madalena, vivida num Portugal pós-25-de-Abril, anos antes sequer da minha própria conceção. Podem desvendar que fado teve este casal em memoriasdumespelhoquebrado.blogspot.com.

P.S. Para a minha avó Leonor, que andava triste por nunca ter sido mencionada nas minhas crónicas, aqui fica uma pequena nota: “Já tenho saudades do bacalhau com natas, 'vó!”.
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terça-feira, fevereiro 07, 2012

[Jornal+] O meu mundo colorido... a preto e branco!

Na terceira edição do Jornal+ - um projecto recente e promissor "da minha terra" -, que saiu hoje, vem mais um artigo sobre mim. A entrevista foi feita por mail, com perguntas muito descontraídas e sobre um pouco de tudo o que tem sido a minha vida em termos de projectos profissionais e pessoais. Nas últimas semanas saíram outros dois artigos (VISÃO e P3), e provavelmente já começam a ficar fartos de ler sempre as mesmas coisas... mas este é o último artigo (até à data! eheh) a sair nos próximos tempos. Além disso, este tem a particularidade de tocar em mais assuntos que os anteriores - ou em mais detalhe pelo menos nalguns deles. Aconselho a leitura!


O mundo colorido de Marcos Bessa
Arménio Santos | acsantos.press@gmail.com    

A vida de Marcos Bessa é uma animação. Ele escreve, canta, lidera projectos solidários, faz teatro e, actualmente, trabalha na poderosa LEGO, com sede na Dinamarca. O jovem de 22 anos, natural de Vilela, Paredes, é um insatisfeito por natureza. Num dia tirou Engenharia no Porto, no outro estava a caminho do Norte da Europa para desenhar brinquedos para miúdos e graúdos. Diz que tem saudades do calor português e que os sonhos que tem por realizar não terão que esperar muito. O verdadeiro "One Man Show" e a sua luta por uma vida sem rotinas.


Fazer tudo ao mesmo tempo
Entre essas e outras coisas que vou fazendo, sim, cá vou encontrando tempo para comer e dormir... Como enquanto estou a fazer design "solidário" no computador, e durmo enquanto imagino enredos para os próximos livros. Brincadeiras à parte, claro que vou tendo tempo para tudo. Acho que o segredo - que não o é na verdade - está numa boa gestão de tempo (que honestamente já teve melhores dias!) e numa definição clara de prioridades.

Nunca está satisfeito
Sem dúvida. Sou naturalmente insatisfeito. Com tudo e sobretudo comigo mesmo. Sou uma pessoa que gosta de desafios e que se cansa depressa da rotina. Daí ter de estar sempre envolvido em projectos que de uma forma ou de outra estejam dependentes/ligados à criatividade. Nada nunca é igual... Uma nova história para um livro, um novo desenho para uma caneca, uma nova música, um novo personagem para interpretar, um novo set (=conjunto LEGO) para construir...

Os sonhos por realizar
Muitos! Se André não fosse o meu segundo nome, poderia perfeitamente chamar-me Marcos Sonhador. Mas posso destacar alguns como escrever um guião para um filme ou ver um dos meus livros adaptados para a grande tela, subir a um palco ao lado de Ruy de Carvalho, gravar num estúdio profissional (uma música que fosse), fazer cinema, ganhar um óscar, conhecer Amy Lee (vocalista dos Evanescence), ser pai...

Viver no frio da Dinamarca
Tem sido tolerável... para ser simpático! :) Sinto imensa falta do sol e das temperaturas em Portugal, como é óbvio. Mas acho que me adaptei razoavelmente bem. Continuo com o widget no canto superior do ecrã do meu computador no trabalho a mostrar diariamente as temperaturas em Billund e no Porto, só para comparar... e devo dizer que por 2 segundos durante o dia deprimo, mas depois olho em volta e tudo volta a fazer sentido! De qualquer maneira, acho que sempre fui uma pessoa de frio... prefiro o aconchego de um cobertor em frente a uma lareira do que o sol abrasador numa tarde de verão sufocante.

nam'it!
Um projecto com estes contornos - isto é, sendo de cariz solidário - é sempre uma aposta ganha na medida em que qualquer resultado obtido é já uma vitória e que se vai materializar num donativo. É obvio que adorava que o projecto chegasse a mais pessoas mais depressa, e que muito mais gente tivesse vontade de adquirir uma caneca nam'it e ajudar assim uma instituição de caridade (como é o caso da Make-A-Wish Portugal). Mas este é um projecto pessoal e para o qual tenho trabalhado sozinho nos meus tempos livres, portanto, soube sempre desde o princípio que o caminho não seria sempre fácil ou rápido até ao "sucesso", mas quem disse que teria de ser? Já mencionei que gosto de desafios... ;) De qualquer forma, posso dizer que o projecto teve um arranque modesto mas bastante razoável! Até agora, com 4 canecas lançadas em pouco mais de 3 meses, vendi cerca de 30 unidades.

O olhar dos pais
Tendo eles vivido comigo debaixo do mesmo tecto durante mais de 21 anos, diria que outro remédio não teriam eles que não fosse o de me conhecer minimamente. Dito isto, acho que não foi com grande surpresa que eles viram o filho mais velho sair de casa para viver um sonho num país a 3000 km de distância. Sempre souberam que eu ia voar para algum lado...

O amor à literatura
Confesso que estive parado em relação aos meus livros durante bastante tempo. Tenho um segundo romance terminado - "O Espelho da Alma" - há já uma série de anos (desde 2008 pelo menos), mas não surgiu oportunidade de o publicar. Entretanto comecei um novo livro - "a.m.o.t.e." - que está a 60 ou 70% e que pretendo terminar ainda este ano. Curiosamente esta semana comecei a trabalhar novamente nesta área. Estou a rever novamente o meu primeiro romance para o publicar numa edição digital, com conteúdo exclusivo e inédito. Espero que 2012 seja um ano de novidades nesta área... acredito que será!

E onde fica a música? (Pergunta original: Normalmente alias os gostos pessoais com a carreira profissional. Quer isto dizer que um dia ainda podemos ouvir um álbum de música assinado por ti?)
Um disco completo não sei, mas algumas "brincadeiras" mais a sério... espero bem que sim! Como disse mais acima, adoraria um dia entrar em estúdio e gravar algumas coisas... sobretudo pela experiência em si! Quem sabe um dia! :)

Estar longe
O Facebook tornou-se num dos meus melhores amigos. Mantém-me irrefutavelmente ligado ao mundo que deixei para trás... e tenho a certeza que não seria capaz de estar a viver esta fase da minha vida se não fosse pela Internet! Sempre fui muito apegado à minha família e custa-me sempre imenso despedir-me deles quando tenho de voltar para "casa". Sempre que estou em Portugal, os últimos dias já são mais duros... sofro por antecipação!

Daqui a dez anos...
Honestamente, duvido que ainda esteja a trabalhar para a LEGO... pela simples razão que também aqui a minha "missão" chegará a um fim um dia. Seja a fazer o que for, espero estar tão ou mais satisfeito com a minha vida quanto estou hoje! :)

*

Se quiserem ler o jornal em formato físico, levantem a vossa cópia gratuita num dos pontos de distribuição abaixo indicados:

Paredes: Jolima, Farmácia Ruão, Galp, Óptica Nova, Invictus, Princesinha e Sabores do Tempo;
Paços de Ferreira: Ferrara Plaza, King, Celeste, D'Sandes e Casa do Café.

Até logo.
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quarta-feira, agosto 03, 2011

[POEMA] Anjo da Guarda

Dá-me um abraço.
Vem, não digas nada,
Não faças perguntas,
Não acendas a luz,
Não tires a roupa,
Não me tentes beijar,
Não tentes ler o que
me vai na alma...

Vem...
e abraça-me apenas.

Quero sentir os teus braços,
Quero sentir-me envolvido,
Quero sentir-te,
Quero sentir-nos a respirar
...ao mesmo tempo,
Quero... te.

Ajuda-me a acordar,
Ajuda-me a viver,
Ajuda-me a enfrentar tudo,
Ajuda-me a retirar esta máscara
e a acabar com a farsa da minha vida.

Onde estás tu, anjo da guarda?
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quinta-feira, junho 02, 2011

[POEMA] Norte a Sul


Sonho com um mundo sem tempo nem espaço,
Onde voar é natural, onde o céu é parte e não paisagem
Onde o pensamento acalma mais do que me inquieta,
Onde a vontade faz acontecer mais do que desespera.

Sonho em juntar continentes, ainda que os hemisférios os separem,
Saltar montanhas e atravessar desertos, ou nadar oceanos completos.
Sonho... apenas. E já isso não me chega.
Preciso de mais e sem mais já não sei viver.

O que é esta vontade que me dá a volta às entranhas?
O que é este sentimento que me ferve dentro do peito?
O que é esta ânsia de mais e mais... e sempre mais?
Porque nunca me sentirei satisfeito?

Eu sonho. Ainda. Porque "o sonho comanda a vida",
Já diziam outros que também sonhavam como eu...
Chegaram eles onde queriam?
Sentiram eles tudo aquilo que mais do que qualquer coisa precisavam sentir?

Não quero voltar-me 180 graus, porque para trás ficaram pegadas
E não quero pisar o mesmo solo duas vezes.
Não quero voltar-me 360, porque é desta direcção que quero fugir!
Quero girar o meu mundo vezes sem conta... ficar ourado e cair.

O meu peso tenderá para o lugar certo.
É aí, onde o meu corpo se deitar, que devo ficar...
É esse o lugar natural onde pertenço...
E aí devo deixar-me sonhar... de volta ao meu mundo.

E deitado numa nuvem, perguntar-me-ei incessantemente,
Ao olhar o imenso azul que me envolve,
E bebendo a luz daquilo que não é mais somente uma paisagem,
"Porque é que o meu Norte está a Sul?"


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sexta-feira, maio 20, 2011

[Poema] Reflex(ã)o

Quem és tu?
Pergunto a um estranho.
Ele olha-me mas nada diz,
Não parece querer responder-me.

Estamos tão longe.
Mas reconheço-lhe o jeito,
E o seu rosto é-me familiar.
Quem será?

Tento aproximar-me,
Ver mais de perto,
Tocar-lhe quem sabe.
Será real?

Quem és tu?
Responde-me!
Porque sinto que te conheço?
Porquê não me respondes?

E de repende,
Sem que pudesse voltar atrás,
Desejei ter saído dali
No primeiro momento em que o vi.

"Porque insistes tanto em saber quem sou?
Como te atreves sequer a perguntá-lo?
Tu mais do que ninguém
Devias conhecer-me.

Porque não acendes a luz?
Porque não abres mais os olhos?
...E paras de olhar,
Para realmente começares a ver?

Deixa-me então aproximar...
Porque tremes tu agora?
Porque temes tanto saber quem sou?
Já descobriste?

Porque insististe tanto em saber,
Se não querias a resposta?
Pois é, meu caro...
Está na hora de deixares de te ver como um estranho."

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terça-feira, maio 10, 2011

O meu primeiro amor...


Ontem... parece que foi ontem!
Éramos apenas crianças,
ainda que os anos passados não sejam tantos assim...

Foste a primeira menina em que reparei,
logo no primeiro dia de infantário...
E foste a única razão porque achei que valia a pena
permitir que a minha mãe se fosse embora todos os dias
e me deixasse naquele lugar estranho...

Ficámos amigos muito cedo...
Tão diferentes e tão iguais...
Começamos a crescer juntos!
E acompanhámo-nos nessa jornada durante muitos anos!

Mas foi na primeira classe
que tudo começou a ficar mais sério.
Lembro-me dos bilhetes que trocámos:
"sim", "não", "talvez" e os quadradinhos...
E às vezes ainda um "nem um bocadinho?",
só para confirmar...

Recordo-me das declarações que te fazia,
volta e meia, entre as nossas brincadeiras
debaixo daquele chorão que nos cobria com as suas folhas,
ou naquele monte de terra que escavámos e moldávamos
à feição da casa que queríamos ter...

Recordo aquela vez que atrás da cantina,
como não podia deixar de ser,
em que finalmente assumiste sentir o mesmo que eu.
Por momentos fizeste de mim o rapazinho de 8 anos mais feliz do mundo!

Pena que nem tudo o que é bom dure para sempre,
e porque a cabeça de uma miúda
ainda muito dará que estudar aos cientistas,
aquela alegria não se estendeu por muitos dias!

Além de me teres feito guardar segredo
no pouco tempo que a minha alegria durou,
- achávamos nós que os adultos jamais compreenderiam,
afinal como poderiam duas crianças se amar? -,
não me permitiste viver o sonho por muito tempo!

Mas eu continuei a amar-te!
E continuei a fazer tudo por ti...
Cada figura que um homem faz quando está apaixonado...

Troquei as cartas que deviam ser minhas,
Para ti, palavras assinadas por ele, que eu escrevia,
De ti para ele, tudo o que eu desejava ler para mim,
...e que eu merecia no fim de contas.

Fui na verdade nada menos que um pombo-correio,
e, ironia das ironias, entre ti e o meu melhor amigo,
aquele que hoje se me vir na rua não me conhece,
e que nem eu consigo reconhecer como o ideal que um dia tive!

Assisti atrás de um qualquer poste de electricidade,
num intervalo duma manhã qualquer,
no recreio onde sempre brincávamos,
ao primeiro beijo que trocaste com ele...
Enquanto eu sonhava com o meu que ficou por dar!

...se calhar não foi tanto assim atrás de um "qualquer poste",
ou numa "manhã qualquer"...
Porque há coisas que nos ficam para sempre gravadas na memória.
Hoje ainda saberia colocar-me no mesmo lugar,
naquela escola, naquele recreio, naquele "qualquer poste",
e por instantes, de certo, reviver aquele momento.

Hoje, tanto tempo depois,
lembro-me de tudo isto com um sorriso nos lábios.
Foi um amor puro, inocente, verdadeiro...
...mas não correspondido!
Para não fugir ao que parece ter-se revelado uma regra...

Já tive outros amores... grandes paixões até!
Porém só tu terás para sempre
um lugar que a mais ninguém poderá pertencer:
foste o meu primeiro amor!

Prometemos ser para sempre amigos,
e verdade seja dita que não somos o contrário,
mas a convivência de outros tempos perdeu-se,
hoje vivemos bem longe um do outro...
Somos pessoas diferentes,
Temos vidas completamente distintas...
Mas por momento algum deixei de te desejar o de sempre:
que sejas uma mulher muito feliz!

E posso revelar-te um segredo?
Por muito tempo imaginei como seria quando te casasses...
Como me sentiria ao ver-te entrar na igreja
a caminhar em direcção a outro que não eu...
O mais provável agora é ficar sem saber...
A menos que ainda me convides para esse grande dia!

E não é que esta queda para mulheres mais velhas se revelou bem de pequeno? Afinal 3 meses, são 3 meses... :)

P.S. Apeteceu-me escrever isto... para ti T., depois de ver uma foto tua por acaso no facebook. É bom recordar... e é curioso pensar no que um dia fomos ou desejámos ser e no que acabámos por nos tornar! :)
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segunda-feira, janeiro 31, 2011

Rélogios


Queria ter netos e poder brincar com eles
E ainda assim, poder beijar a pele macia da minha avó
E sentir o aperto de mão firme do meu avô...

Porque têm os nossos relógios de marcar tempos diferentes?
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terça-feira, janeiro 04, 2011

[POEMA] Mudo

porque não és Tu capaz de ler os meus olhos?
é a distância que nos sEpara?
é o castanho que os pinta que te esconde o que de mim Não sabes?
é o silêncio das palavras não ditas que te afasta da compreensão?

porque tenHo eu de dizer tudo?
porque nãO és tu capaz de me ler?

porque não és tu capaz de ler as minhas mãos?
é o suor frio que as envolve insuficienteMente claro?
é o seu inquieto pousar pouco Esclarecedor?
é o seu cerrar em punho demasiado subtil para perceberes?

porque tenho eu de Dizer tudo?
porque não és tu capaz de me ler?

porque não és tu capaz de ver mais de mim que todos Os outros?
porque tenho eu de dizer tudo quando tudo está escrito nos meus olhos?

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quarta-feira, dezembro 01, 2010

[1CN] Questão N.º 6



Que livro andava eu a ler quando escrevi sobre recordações guardadas num lugar recôndito?




Para esta pergunta, devem incluir um link do post ou página onde encontraram a resposta. E não se esqueçam de assinar o comentário!

Boa sorte!
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quarta-feira, julho 14, 2010

Somos filhos do tempo...

Somos filhos do tempo,
Crescemos e vemos crescer o mundo à nossa volta...
Cada qual ao seu ritmo, cada ser à sua maneira...

Dizem-nos que há regras neste mundo,
Dão-nos manuais de comportamento
E lições de vida que nunca mais esquecemos...

Aqueles que aqui chegaram antes de nós,
Esperam que sigamos os seus passos,
Mas que consigamos ser um pouco melhores do que eles...

Nós que viemos depois,
Desejamos ser um pouco do tanto que eles são,
Ser capazes de dar um pedaçinho do que eles nos deram...

Mas os manuais estão errados,
As regras têm excepções,
E a lei da vida nem sempre se cumpre.

Crescemos e vemos crescer o mundo à nossa volta...
Afinal somos todos filhos do mesmo tempo.
Então porque não temos todos direito às mesmas coisas?

Crianças vêm ao mundo sem pais,
Porque pai é quem ama, quem educa, quem vê crescer...
E não apenas quem concebe ou traz ao mundo.

E pais... aqueles que verdadeiramente o querem ser
E que estão prontos a amar, educar e ver crescer,
Esperam indefinidamente, na incerteza, na angústia, no medo...

Este mundo é estranho.
Resta-nos apenas continuar a crescer com o tempo,
E acreditar que amanhã a vida vai sorrir...

Demore o amanhã o tempo que precisar para chegar.


Poema dedicado a todos os pais que continuam à espera do seu filho.
A vocês, toda a minha solidariedade e apoio! Coragem!

Mas foi para ti, amiga, que escrevi este poema. Sei que as minha palavras pouco podem fazer, mas espero que pelo menos tenham alimentado um pouquinho mais a tua esperança. :')

Até logo.
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sábado, julho 10, 2010

A irracionalidade do coração

Não sei o que tenho,
estranho me sinto e nada me importa...
Meu ser se entrega aos profundos e íntimos pensamentos da minha alma...
E como que de assalto
sinto que me entraram no coração e me pulsam cá dentro,
num compasso descompassado da razão...
Tudo em mim em ti se foca:
meu coração que por ti bate,
meu pensamento que de ti não esquece...
Tivesse eu asas e a ti voaria...

O meu corpo é quem mais grita,
meu coração quem chora...

Não consigo deixar de te ver
despida de tudo o que já não importa,
deitada aqui do meu lado...

Meu Deus!

Te tivesse eu aqui e agora,
minha razão se perdia e à loucura me entregaria!
Levar-te-ia à lua, levitando os dois...
E as estrelas intimidadas
se esconderiam ao ouvir a voz do teu prazer...

Ao teu ouvido no fim,
numa voz exausta, mas com cada músculo do meu corpo a desejar-te mais e mais, dizia:
Quero-te para sempre, só minha!


Poema escrito a 16 de Maio de 2007.
Até logo.
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quinta-feira, julho 08, 2010

Eternamente marcado no corpo...

Uns podem chamar-lhes marcas do mundo moderno ou até associá-las a pessoas com ideologias e modos de vida menos comuns e/ou de algum modo questionáveis... No entanto, o que é certo é que as tatuagens há muito que entraram na nossa sociedade, deixando de ser um símbolo de marginalidade.

Uma tatuagem, nos nossos dias, é vista agora muito mais como uma forma de expressão individual e de arte. É-o agora, mas a verdade é que foi justamente como tal que elas surgiram...

Há mais de 3500 anos, entre comunidades tribais era prática comum os nativos tatuarem-se para marcar os factos mais importantes da vida biológica (nascimento, puberdade, reprodução e morte), assim como para relatar os principais feitos da vida social (como quando se tornavam guerreiros, sacerdotes ou réis; quando se casavam; para identificar prisioneiros; entre outros motivos).

Hoje, já ninguém procura fazer uma tatuagem tosca e "mal-amanhada", como aquelas que os presos faziam na cadeia em condições precárias - aquelas típicas "Amor de Mãe" e "Angola 1964"... Embora continuem a existir pessoas que vêem a tatuagem apenas como mais um "adereço" de moda, uma tendência ou um simples acto de rebeldia e loucura, fugindo completamente do seu propósito original.

Eu não sou uma pessoa de seguir modas apenas por seguir - em alguns assuntos até sou mesmo um "peixe contra a corrente" - mas há coisas que me fascinam... E uma delas é fazer uma tatuagem! Sempre admirei as pessoas que as fazem e que lhes dão um significado. Eu vejo uma tatuagem como uma homenagem a um momento muito especial, uma forma de tornar eterno algo que não queremos jamais esquecer. E é por isso que finalmente me decidi a marcar no meu corpo algo que sem dúvida jamais esquecerei e que para sempre terá um significado muito grande para mim.

A minha primeira tatuagem será uma homenagem ao meu primeiro livro publicado: O Outro Lado da Verdade. Mais do que uma conquista e um motivo de orgulho imenso, foi uma vitória e a sua publicação está associada a um dos momentos mais felizes da minha vida.

A imagem que está no início deste post é então a minha futura tatuagem! Trata-se de um ambigrama no qual se pode ler a palavra "verdade" (na orientação original, assim como rodando 180º). Tem ainda dois números (repetidos de cada lado): a página e a linha duma das frases de que mais gosto no meu primeiro romance.

Pretendo fazer a tatuagem no final do verão, quando não tiver de estar preocupado com o sol que apanho no braço... Sim, vou tatuar na parte interior do antebraço. Só ainda não sei se será no direito ou no esquerdo! ;D

Sintam-se livres para comentar esta minha decisão... Opinem acerca da tatuagem, da minha forma de pensar, das origens e factos que vos apresento... Sintam-se em casa! ;)

Até logo.
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quarta-feira, junho 30, 2010

Quando as palavras ficam por dizer...


Estes dias, a propósito de uma frase aleatória que surgiu no mural do Facebook de uma amiga minha, fui desafiado - por ela mesma - a explicar o que eu entendia dessa frase... É claramente uma chamada de atenção para todas as mulheres, visto que se trata de uma frase que fala de nós homens.

A dita frase pertence ao livro "Alma de Pássaro" da conhecidíssima, e muito popular entre as leitoras do sexo feminino, Margarida Rebelo Pinto:
"O homem certo é o que quiser estar mesmo ao teu lado, incondicionalmente. O que gostar de ti sempre, que te acompanhe para o que der e vier. Não é o que olha todos os dias para ti e te diz que és linda e que és o amor da vida dele, mas alguém que olha por ti todos os dias, percebes? E é esse homem que merece todo o amor que sentes agora, não é um miúdo convencido que é o maior, que nem sequer te sabe tratar bem."


Pois o que eu entendo daqui é justamente aquilo que eu sempre acreditei ser um dos maiores problemas nas mulheres dos nossos dias. Talvez isso aconteça pela sobrevalorização que alguns filmes, séries, novelas, livros e afins têm incutido em determinados aspectos de uma relação amorosa.

E passo a explicar-me: uma mulher - no geral obviamente e para tudo há excepções - quer ser amada, quer ser paparicada, sentir-se apreciada, ter atenção, ser elogiada, ouvir palavras doces... É como aquela ideia típica do marido que não repara que a esposa foi ao cabeleireiro: elas querem justamente o oposto! Eu compreendo isso... Nós homens não devemos de facto tomá-las jamais como garantidas, esse é o nosso maior erro!


O verdadeiro cerne desta questão está, no entanto, no facto das mulheres valorizarem demasiado as palavras... E isto tem dois lados, como tudo. Elas naturalmente sentem necessidade de discutir sobre tudo, esclarecer as dúvidas, falar... mas - e está aqui o reverso da moeda - também querem ouvir!

Realmente é óptimo quando existe diálogo entre um casal. O ideal é mesmo nunca haver qualquer problema em dizer ao outro o que quer que seja, mesmo coisas menos boas, e sobretudo nunca deixar nada por dizer!

Isto era o ideal...

Mas assim como as mulheres são complicadas, naturalmente teimosas e curiosas, também os homens têm alguns aspectos menos positivos na sua natureza e um deles é o facto de se fecharem sobre si mesmos. Pode ser uma defesa, pode ser outra coisa qualquer, mas o que é certo é que o homem é muito mais contido, muito mais discreto... Isto não quer dizer que sente menos ou que valoriza menos certas coisas, porém nem sempre sente a necessidade de "deitar para fora" o que lhe vai na mente, ou no coração...

Pode até ser um defeito, mas é a nossa natureza...

E as mulheres gostam de ouvir dizer que as amamos, que estão bonitas todos os dias, que são importantes para nós... e nós dizemos? Alguns..... Sobretudo aqueles que sabem que elas o querem ouvir e que acabam por dizê-lo apenas para não terem levar mais com as "cobranças", acabando muitas vezes por não ter intenção verdadeira naquilo que dizem.

Enquanto outros simplesmente não o dizendo, estão sempre lá do lado delas, sabem olhá-las e acarinhá-las, sabem amá-las e dar-lhes o devido valor... mas muitas vezes calados.

Por isso, se uma mulher está à espera que ele lhe diga que a ama ou que é linda e se ele continua sem o fazer, então deve parar... deve repensar a sua situação. Porque se ela está à espera disso é porque algo está a faltar: ele não está a demonstrar que a ama nem que a admira... e aí sim está o defeito! Não é na ausência das palavras...

Porque são os gestos que mais contam!



Até logo.
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terça-feira, junho 22, 2010

Febre do Facebook!

É sabido que o Facebook é a rede social do momento!

Toda a gente tem, toda a gente conhece, toda a gente perde imenso tempo com ele...... Nem toda a gente, mas quase!

Pois bem, eu aderi ao Facebook há relativamente pouco tempo e apenas utilizo para saber as últimas dos meus amigos, contar as minha novidades, comentar uma foto, um vídeo..... Não jogo! E NUNCA JOGUEI FARMVILLE! Orgulhosamente....

Mas chegou a altura de aproveitar as potencialidades desta ferramenta para divulgar o meu trabalho enquanto escritor, visto que pretendo agora dedicar-me mais a sério a esta actividade que foi ficando esquecida por alguns meses.

Assim, para todos os que também se deixaram infectar por esta "febre" do Facebook, deixo-vos aqui os links para as páginas dos meus primeiros romances:

                              

Agora adiram como fãs às páginas destes dois livros e divulguem pelos vossos contactos! Obrigado. ;)

Até logo.
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sábado, junho 19, 2010

"Já publicaste o segundo?"



Pois bem, ontem escrevi o post sobre Saramago que infelizmente já deixou este mundo e não pude deixar de lembrar que também eu, em tempos, fui escritor... Digo "fui", porque nos últimos meses não o tenho sido!

O meu curso demonstrou ter uma sobrecarga descomunal de trabalho este ano, em particular no segundo semestre. Muitas das minha actividades foram ficando em segundo, terceiro, quarto... planos. Algumas (muitas mais do que aquelas que eu gostaria) ficaram mesmo encostadas a um canto!

Como puderam perceber pelos últimos post aqui no blog, o meu hobbie do LEGO foi o único que se foi mantendo mais ou menos activo, e muito por causa da responsabilidade que tinha para com a minha comunidade e os meus amigos da Família 0937. Noutras circunstâncias, muito provavelmente também o LEGO teria sido colocado um pouco de lado, porque a faculdade quase que o exigiu...

Felizmente, e para bem da minha sanidade, pude continuar a construir e a colaborar na organização desse grande evento que foi o Arte em Peças. Agora, com mais tempo, serão as minhas outras paixões a prioridade.

A principal neste momento - e que esteve esquecida por mais tempo - foi mesmo a escrita. Foi impossível para mim dar continuidade ao meu mais recente projecto ("a.m.o.t.e.") nas condições em que me encontrava nos últimos tempos: stress, cansaço, poucas horas de sono, falta de inspiração... Mas agora, que tudo começa a caminhar novamente para os eixos, sinto falta e vontade de escrever. Portanto, os planos são: retomar a escrita do "a.m.o.t.e." e depois pegar novamente n'"O Espelho da Alma". Não, não ficou esquecido!

Tenho constantemente pessoas mais ou menos próximas a perguntar-me se já publiquei o segundo livro. É normal, afinal de contas já o tinha bastante avançado na altura em que publiquei o primeiro ("O Outro Lado da Verdade"). Em boa verdade, terminei-o em meados de 2007, portanto, há três anos! Entretanto fiz algumas revisões, porque a cada vez que o lia, havia sempre o que mudar/melhorar... E é isso que eu pretendo fazer novamente, visto que já passou tanto tempo desde a última vez que o fiz. Tenho agora, inegavelmente, outra maturidade e outra percepção da realidade dos nossos dias e isso influenciará com certeza esta reciclagem que pretendo fazer.

Uma vez feita esta nova revisão, o caminho fica preparado para seguir em direcção ao meu quarto projecto: a sequela d'"O Espelho da Alma".

São muitos os planos, como podem ver, mas o entusiasmo e a vontade também são grandes. A ver vamos como correm as coisas... Quanto a publicações, quero terminar o "a.m.o.t.e." e depois vejo o que faço com ele. Não há, de resto, nenhuma previsão de momento em relação a qualquer um dos livros. Fiquei durante mais de um ano à espera da resposta de uma outra editora que contactei e até hoje nada.... O mercado está saturado. Quem sabe não surge uma brilhante ideia nos próximos meses e até ao final do ano não consigo colocar um novo romance nas prateleiras dos portugueses? :) Fiquem atentos...

Tenho também alguns planos para o meu futuro próximo a nível profissional. Surgiu a oportunidade de me candidatar a LEGO Designer (os criadores dos produtos que a LEGO comercializa) mas como ainda estou em período de exames, não acredito que vá ter oportunidade de preparar um portefólio em condições como é "exigência" da situação. E porque também tenho outros planos para este ano que vem, muito provavelmente adiarei a minha candidatura para uma outra oportunidade.

Pretendo este ano terminar temporariamente os meus estudos. Basicamente, vou fazer o meu "gap year". Tenho sido um estudante aplicado nos meus já 15 anos de estudo e isso tem-me impedido de viver algumas coisas. Não me considero nenhum NERD nem coisa que o valha, mas tenho consciência que sou aplicado e que fui sabendo definir as minhas prioridades de uma forma mais ou menos responsável (ao contrário da maioria do pessoal da minha idade, talvez). É por isso que agora preciso desta pausa. Mas não vou ficar parado (era impossível! Acho que sou como os tubarões: se pararem de nadar, morrem.)...

Em princípio, se tudo correr como tenho planeado, irei trabalhar um ano com um grande amigo num projecto de cariz social muito interessante e que envolve LEGO! Falo do Projecto Construir, uma iniciativa do construtor e AFOL português Romão Santos (o autor da famosa Catedral de São Macário!). Esta será uma oportunidade de adquirir experiência num ambiente diferente, ganhar responsabilidade para com uma entidade patronal, mudar o ritmo e o ambiente, conhecer novas pessoas, estar mais próximo do LEGO, enfim.... um conjunto do que me parecem ser claramente vantagens neste momento! Estou entusiasmado! :)

E por agora é isto...

Até logo.
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sexta-feira, junho 18, 2010

A perpétua incompletude....

© Sérgio Lemos
Eu não era um particular apreciador do seu estilo, nem sequer - em boa verdade - um verdadeiro leitor da sua obra, mas é inegável que o mundo da literatura está hoje mais pobre...

Saramago, com 87 anos, estava a escrever um novo romance, do qual o editor Zeferino Coelho, da CAMINHO, chegou a ler cerca de 30 páginas. "O que li era uma espécie de introdução em que começam a sair as personagens. Pareceu-me que seria um romance como o ‘Ensaio Sobre a Cegueira’ ou o ‘Ensaio Sobre a Lucidez’, disse o editor ao jornal Público.

Eu li o "Ensaio Sobre a Cegueira", a única obra que li na íntegra do Nobel português da Literatura, e como tive oportunidade de dizer neste post, adorei o livro. Lamento que Saramago não tenha conseguido terminar esta obra, mas é isto que está destinado à vida (e obra) de qualquer artista, de qualquer homem dos sentimentos e das emoções, das palavras... ficar incompleto.

Que este homem de ar doce e simultaneamente desconfiado do mundo que o rodeava possa ser menos incompleto agora, onde quer que esteja...

Até logo.
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domingo, maio 16, 2010

[CONTO] Era uma vez dois grupos de paliteiros...

Hoje vou voltar à escrita criativa..... Tinha saudades! Afinal de contas a falta de tempo tem-me impedido de me dedicar a esta grande paixão que é escrever.

Assim, começo por dizer que toda e qualquer semelhança dos factos a seguir descritos com a realidade é pura coincidência...


Esta história passa-se num pequenino país, bem mais pequeno até que a bota da Europa, onde a paixão pelas construções de palitos era comum a imensa gente: pequenos, graúdos, homens e mulheres... Dessa grande paixão, saiam construções belíssimas: pontes, prédios, carros e até comboios! Mesmo aqueles que não tinham mãos habilidosas ou imaginação para criar os seus próprios modelos eram apreciadores daquela forma de arte.

Assim, naquele pequeníssimo país de paliteiros - chamemos assim aos fãs desta actividade - havia espaço para a existência de dois grupos. Um desses grupos funcionava como uma família que recebia sempre cada novo membro de braços abertos. Esse mesmo grupo procurava sempre dinamizar os seus membros e motivá-los ao máximo para que criassem as suas próprias construções, sempre riquíssimas em originalidade e detalhe. Prova da qualidade dessas construções de palitos, eram os frequentes destaques em jornais e revistas especializadas na área que publicavam orgulhosamente os trabalhos daquele grupo.

Por outro lado, havia um outro grupo que adorava comprar palitos e caixas de palitos.... E coleccionavam caixas de palitos em casa, na garagem, no sótão, na dispensa.... nunca se percebia onde tantos palitos eles guardavam.

Curiosamente as mesmas pessoas que fundaram esse grupo de "guardadores de palitos", acabaram por abandoná-lo por divergências de ideais: os palitos tinham muito mais valor em construções do que em dentro de caixas que ficavam empilhadas umas em cima das outras a ganharem pó. Por isso, surgiu assim aquele novo grupo dinâmico, original e apesar de amador, com qualidade de profissional!

Naquele país pequeno, cada vez mais pequeno para tantos paliteiros, as exposições de construções de palitos multiplicavam-se pelo país fora... Cada grupo tinha o seu grande evento anual, na sua aldeia. Um certo dia, um velho barrigudo com sede de poder e protagonismo, que usava recortes de revista para forjar retratos com as maiores entidades daquele minúsculo país, apareceu no caminho do grupo original de paliteiros. A par e passo, lá se conseguiu, com o barriguitas a atrapalhar mais do que a ajudar, fazer dois grandes eventos de sucesso... Toda a gente adorava as magníficas construções que se fazia com palitos! Mais ninguém ficava indiferente ao pegar numa simples farpa de madeira originalmente criada para escarafunchar os dentes....

O barrigas - o vilão desta fábula - até hinos entoou pela sua terra, difamando o grupo de paliteiros adversário... Afinal de contas, ele sabia quem eram os melhores e enquanto pôde, manteve-se do lado deles... Mas a sua ganância e necessidade de mandar ditaram o fim da sua relação com aquele grupo... Enfurecido e frustrado pelos travões que levou, decidiu fazer birra e cancelar o mais recente evento que iria realizar com aquele grupo. E o que fazer quando se tem de responder perante superiores hierárquicos e se perdeu a colaboração do melhor grupo de paliteiros que havia? Pois claro está que a solução é contactar o grupo que tanto difamava e repudiava, afinal de contas era a sua única alternativa....

Os dois grupos de paliteiros nunca morreram de amores um pelo outro, muito por culpa da diferença de ideais que os separava... Mas a verdade é que o Conselho Supremo de Admiradores de Palitos - o CSAP - que tinha a responsabilidade de moderar as relações entre os grupos, conseguiu que ambos fizessem um acordo de respeito mútuo.

Até que um dia o grupo mau desta história - digam lá, já sabem qual é, não sabem? - quebrou aquele acordo e decidiu tirar todas as caixas de palitos dos armários, caixotes, sótãos, garagens e espalhá-los pelo país mais pequeno que uma bota... Queriam a todo o custo distrair os verdadeiros aficionados pelas construções de palitos, impedindo-os de visitarem o maior evento que se ia realizar naquele ano numa nova Cidade, organizado pelo grupo mais inovador e empenhado de paliteiros...

E depois de muitos percalços e contratempos - como acontece em todas as verdadeiras histórias repletas de aventura - é hora de contar o desfecho deste meu conto: o grupo de paliteiros com carácter, de consciência tranquila, apresentou ao seu pequeno país o maior evento de construções de palitos que alguma vez tinha recebido! Sucesso máximo! E sabem que mais? A família que era aquele grupo desfrutou como nunca antes o tinha feito de um evento daqueles, porque o vilão barrigas estava bem longe e produzir o seu veneno até à próxima oportunidade de tentar arruinar os planos de mais um grupo de paliteiros.... O que valia é que aquele país só tinha dois grupos para ele atacar, porque se mais houvesse, mais o barrigudo se mexia e planos maquiavélicos desenhava....

FIM

Moral da história? Um dia vocês vão perceber que recebem em dobro tudo o que dão neste mundo... O velho barrigudo - o vilão desta história puramente ficcional que vos acabei de contar - já está a receber a sua dose.... :)

Até logo!
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sexta-feira, março 05, 2010

"O Outro Lado da Verdade" na EB 2/3 de Paredes

Hoje vou estar na escola EB 2/3 de Paredes. Por volta das15h encontrar-me-ei com um grupo de alunos interessados em ouvir um pouco da minha experiência como (pseudo) escritor. :)

Até logo.
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quinta-feira, outubro 29, 2009

Há loucos para (ou por) tudo....



Ontem descobri que há outros aficionados por algo como eu sou pelo LEGO...

Brincadeira! Claro que eu sabia que existem imensas paixões por esse mundo "internáutico" fora! Uma delas une todos os fãs apaixonados pela saga Twilight (até designados por Twilighters).

Confesso que não sou um grande fã da saga, embora também deva confessar que até agora apenas vi o primeiro filme, não tendo, portanto, experimentado sequer ler qualquer um dos livros já publicados...

Mas este post não serve para falar sobre a minha paixão (ou não) por esta saga em particular de vampiros... Faço-o em forma de retribuição pelo post que uma amiga minha fez num Blog onde participa: o Volturi Guard.

Desculpem se estiver a dizer alguma mentira, pois sou pouco conhecedor deste universo paralelo onde vivem os fãs viciados em Twilight, mas pelo que me apercebi, este blog que referi é o mais completo e actual sobre a saga! E para terem uma ideia, a frequência de postagens que por lá fazem é tal, que o post sobre o meu primeiro romance que essa minha amiga fez apenas ontem à noite já está esquecido umas três ou quatro páginas atrás das novidades mais recentes.... =D

Se também são apreciadores (ou mesmo verdadeiros fãs da saga de Stephan Meyer) não deixem de passar pelo blog, afinal é vizinho aqui do lado!

Obrigado, Miriam! ;)

Até logo!

P.S. Nem acredito que fiz um post sobre Twilight antes de falar de Vampire Diaries (isso sim, grande história de vampiros! =D)....
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