quinta-feira, setembro 02, 2010

Quando nasceu este blog?

Pois é... Há uns dias dei aqui os meus parabéns à Comunidade de fãs LEGO a que pertenço - a Comunidade 0937 - e ao blog/projecto de um amigo meu - o Mão de ABS - e com isso dei comigo a pensar que não sabia qual era a data de aniversário do meu blog!

Logótipo do primeiro tema deste blog.

Tenho algumas possibilidades:

  • 16 de Outubro de 2008
    Dia em que anunciei no meu antigo espaço - omeucantodasletras.blogspot.com - que tinha criado o meu novo blog.
     
  • 25 de Novembro de 2008
    Dia em que publiquei o primeiro post neste blog. Os posts anteriores a esta data foram migrados do antigo blog.
     
  • 12 de Setembro de 2006
    Data do primeiro post n'omeucantodasletras. Afinal de contas este blog não é mais do que um "upgrade" ao projecto que começou com outro nome e outro endereço.
      
  • outra data qualquer, por algum motivo...

Neste momento são estas as possibilidades que me recordo. Seja qual for a data que venha a escolher, o 2º aniversário está aí a chegar! Portanto, tenho de pensar em algo para comemorar.... :)

Se quiserem ajudar-me a resolver isto, deixem um comentário com a vossa sugestão!

Até logo.
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Como eu queria que os meus brinquedos tivessem vida...

Quando na entrevista em Billund me perguntaram qual era o meu filme de animação preferido eu disse sem hesitar: Toy Story!

Não estava a pensar em nenhum filme em particular, adorei os 3! Quando era miúdo adorava que os meus brinquedos também tivessem ganho vida para brincar comigo... Infelizmente nunca tive a mesma sorte que o Andy!


Hoje apeteceu-me mudar a imagem do meu blog... Já estava à imenso tempo com o mesmo aspecto e já me começava a cansar! =P Por isso decidi usar a imagem do meu filme (ou série de filmes) de animação preferido!

Até logo.
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quarta-feira, setembro 01, 2010

[7ª Parte] De volta a Billund: tudo o que é bom acaba depressa...


Depois de a parte dura do workshop ter terminado, veio um momento não menos estranho e inquietante, mas exactamente no meio tivemos, claro, de almoçar. No refeitório, esperava por mim a refeição mais inesperada de todos aqueles dias: croissants com uma pasta de maionese e camarões pequenos inteiros. Lembram-se da tara deles por maionese?! Pois... Não era tão mau assim, mas só consegui comer um. Depois fui à sala de trabalho buscar uma maçã.

Não me recordo se arrumamos tudo antes de almoçar ou depois, mas colocamos as mesas que estavam ao centro da sala dos lados e toda a gente arrumou os seus trabalhos, criando uma espécie de exposição ao redor da sala.

Junto dos meus trabalhos, coloquei algumas páginas impressas do meu portefólio que levei comigo para mostrar algumas das minhas criações.

A seguir ao almoço recebemos imensos designers da LEGO e outros funcionários que passaram pela sala para apreciar os nossos trabalhos. Fui ficando a conversar com os meus colegas e "concorrentes". A ansiedade por uma resposta era cada vez maior. Não sabíamos se iríamos receber o veredicto final ainda antes de voltarmos para casa ou se teríamos de esperar.

Adrian (LEGO Designer), Jordan (EUA), Paul (EUA) e eu.

Enquanto a sala estava cheia de gente, na sala de convívio, mesmo ao lado, estava o Paul - o americano - a vasculhar os sacos com os restos das peças que sobraram das provas de construção. Quando eu estava a chegar ao pé dele, o Jullian - um tímido francês - já estava de saída com um grande saco de LEGO nos braços.

"Mas nós podemos ficar com as peças?", perguntei eu ao Paul, ao que ele respondeu afirmativamente. Uiii.... Estava no paraíso! Toca a revistar todos os sacos em busca das melhores peças. Primeiro comecei por pegar numa ou noutra peça, mas depois pensei que devia escolher um saco bem recheado e começar a meter lá para dentro todas as outras peças que me interessavam.... :)

Nisto, uma funcionária do espaço onde estávamos trouxe mais uns sacos para o pé de nós e disse: "Também podem tirar destes... Até estão fechados!" Qual não foi a minha surpresa quando vi sacos com sets de 100€ novinhos em folha (7946 King's Castle), com as respectivas peças ainda nos sacos originais selados... Claro que tinha de pegar num para mim!! =D

Aí comecei a pensar que se calhar já tinha o suficiente e que não devia ser egoísta, então peguei no meu saco e levei-o para junto da minha mala. :)

Por volta das 3h da tarde o pessoal da LEGO começou a despedir-se e a sala voltou a ficar vazia. Humm... Talvez vazia não seja a palavra mais adequada, visto que ainda lá estavam 40 candidatos e mais uns 10 funcionários da LEGO! =D

Os devidos agradecimentos foram feitos, por ambas as partes e as despedidas tiveram início. Foi um bocado difícil, porque já me estava a habituar às comidas estranhas! Mas para compensar, cada candidato teve direito a um saco com uns presentinhos...... =D Não vou inumerá-los para não criar mais invejas!

Antes da verdadeira partida, tivemos ainda direito a um bilhete para visitar o parque LEGOLAND mesmo ali ao lado. Não tive muito tempo, visto que o táxi para me levar ao aeroporto chegava às 17h, mas ainda assim fui espreitar a loja e dar uma volta pelo parque. Que saudades me deu dos momentos que passei com o pessoal da 0937! Podem achar-me um lamechas, mas se algum de vocês está a ler isto, acreditem: não é a mesma coisa sem vocês por lá! :')

O meu voo para Frankfurt partia às 18h30, mas só passada uma hora é que estava realmente a levantar voo de Billund. Na viagem de volta voltei a pegar no meu livro e continuei a ler. Cheguei a Frankfurt e aí despedi-me do meu novo amigo polaco: o Karwik, que apesar de ter sido do meu grupo durante todo o workshop, só tive realmente oportunidade de o conhecer na hora que passamos em Billund à espera do nosso voo. Despedimo-nos e cada um foi para o seu lado - literalmente.

Quando cheguei a Portugal tinha o meu irmão e mais duas (novas) amigas à minha espera. Estava exausto. E já falava um português manhoso, com palavras em inglês pelo meio...

Perdi alguns minutos a ver o meu mail e outros sites que já não consultava há dias. Assim que caí na cama, adormeci.

Foi sem dúvida umas das mais importantes experiências da minha vida! E ainda não acabou... Dentro de dias receberei um mail que ditará o final desta história.

Continua em [8ª Parte] De volta a Billund: para ficar!.
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[6ª Parte] De volta a Billund: a última chance!


Na sexta de manhã já só acordamos às 6h30. O Giles admitiu que tínhamos acordado cedo de mais no dia anterior! :)

O plano de actividades do segundo e último dia do workshop era ligeiramente diferente do anterior. Depois de termos o pequeno almoço tomado, teríamos de nos reunir na entrada da LEGOLAND Village para uma visita que iríamos fazer à Idea House - um museu de LEGO muito especial e com entrada um tanto ou quanto restrita. Seria a segunda vez em poucos meses que eu visitaria a Idea House.


Quando estávamos todos prontos, começamos o passeio que nos levaria até à Idea House, atravessando meia Billund! Se estivesse a chover teríamos táxis à nossa espera na entrada, mas como apanhámos uns belos dias de sol enquanto lá estivemos, tivemos mesmo de ir a pé.

Andamos durante uns 15 minutos, num passo calmo e relaxado. Estávamos com tempo! Deu para conversar mais um pouco com os meus novos amigos americanos... Falávamos sobre as expectativas de cada um, a ansiedade por receber uma resposta, o facto de nenhum designer se descair com uma informação que fosse sobre as reais possibilidades de qualquer um de nós ficar...

Quando chegámos à Idea House, à nossa espera estava Heidi Heidmann, a funcionária da LEGO com quem eu trocara vários e-mails antes da viagem para acertar todos os detalhes. Foi agradável perceber que a simpática Heidi com quem falara várias vezes tinha uma imagem a condizer: uma mulher alta, elegante, loura e muito bonita. Notava-se no entanto que já não estava no mesmo "escalão de idades" que eu, mas talvez também por isso me tenha parecido uma mulher tão interessante! =D

A propósito da Heidi, faço aqui um pequeno parêntesis para contar um episódio com ela que se passou mais para o final da manhã já na LEGOLAND Village: estava ela a arrumar umas caixas no canto da sala de convívio e eu tinha ido ao WC. Ao voltar, fui ao pé dela apresentar-me e agradecer por toda a disponibilidade e amabilidade no contacto anterior que tínhamos tido. Ao aproximar-me, chamei-a pelo nome dizendo: "Heidi!" (dito exactamente como se lê). Ela olhou para mim confusa e disse: "Sorry?", ainda asism com um sorriso no rosto. "You're Heidi, right?", disse eu. "Heidi!" (dizendo "Aidi"), corrigiu-me ela, acrescentando em tom de brincadeira: "Pensava que estavas a falar da minha idade!" (porque "Heidi", como eu estava a dizer tinha uma sonoridade um tanto semelhante a "eighty"...). Pois... Agora faltava-me aqui o smile FACEPALM.

Ainda na Idea House, tive oportunidade de ver algumas coisas que não tinha visto na primeira visita, mas por via das dúvidas não vou mencionar o que foi, porque algumas delas pareceram-me demasiado secretas para eu as partilhar agora. :) Infelizmente não pudemos visitar o Vault, porque não havia tempo suficiente, no entanto os meus amigos americanos, o Giles e o Fred (o francês) ficaram a saber onde era a porta para aquela gruta do tesouro! Confesso que me senti um privilegiado por ser o único entre eles que já tinha visitado o Vault! =D

A meio da manhã voltámos para a LEGOLAND Village, onde uma última tarefa aguardava por nós. Era o segundo exercício de construção, onde se esperava que as eventuais falhas do dia anterior, bem como as sugestões dadas pelo designer, fossem colmatadas e aplicadas, respectivamente.

No final de mais esta prova, o meu melhor estava dado. Aguardar era a palavra de ordem.

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[5ª Parte] De volta a Billund: até que os dedos me doam!


Tivemos apenas uns 20 minutos para almoçar. À nossa espera no refeitório estavam uma série de sanduíches diferentes, todas elas com pastas manhosas no meio... Mas qual é a obsessão dos dinamarqueses por maionese e semelhantes!?

Deviam ser aproximadamente 2h da tarde quando voltámos ao trabalho. Antes da prova seguinte, tivemos de  apresentar os "sets" que tínhamos construído antes do almoço ao grupo e ao Designer responsável pela nossa mesa, que no meu caso era o Simon Kent. Depois de apresentarmos o nosso modelo, o Simon tecia alguns comentários destacando o que de melhor tínhamos conseguido, para que servisse de exemplo para os outros nas próximas provas, visto que, na derradeira prova iria ser tido em conta se tínhamos estado a escutar com atenção as apreciações e sugestões dos designers.

Ao longo dos dois dias de workshop, cada candidato seria chamado para uma entrevista individual com dois dos mais importantes designers presentes (infelizmente sou péssimo a decorar nomes! =S). A minha vez chegou exactamente no momento em que tivemos de começar a 3ª e última prova do dia, por volta das 15h30.

A entrevista correu bem, as perguntas eram fáceis! LOL... Temas preferidos, temas que não apreciava tanto, temas em que gostaria de trabalhar... E uma muito curiosa: quais seriam as 4 qualidades e 1 defeito que os meus amigos diriam sobre mim se fossem interrogados a esse respeito. Deixarei a resposta ao vosso próprio critério! ;) Não precisam de a escrever! LOL Foram cerca de 25 minutos de perguntas e respostas num ambiente descontraído e agradável.

Quando voltei à sala de trabalho, já todos tinham começado a realizar a 3ª prova. "Grandes amigos... Começaram sem mim!", disse eu em jeito de brincadeira. De lápis na mão e papel à minha frente, comecei a pensar no que fazer.

A 3ª prova era novamente de desenho e concepção. Com o fim das apresentações, o 1º dia de Workshop estava terminado, pelo menos em termos de trabalho. Durante o jantar a boa disposição continuava a reinar, apesar do claro cansaço estampado no rosto de todos nós. Tínhamos acordado todos muito cedo e o dia tinha sido realmente desgastante.

Ficamos a conversar até tarde na sala de convívio. Por volta das 11h, o grupo com quem estava a conversar decidiu dispersar e ir cada um para o seu quarto descansar. Mais uma vez o Giles deitou-se primeiro e eu tentei ler alguns capítulos, mas o cansaço levou-me a melhor e parei ao fim do segundo!

Continua em [6ª Parte] De volta a Billund: a última chance!.
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terça-feira, agosto 31, 2010

[4ª Parte] De volta a Billund: READY, SET, GO!


De manhã (ou devo dizer: de madrugada?!), o despertador tocou às 6h. Eu bem que disse ao Giles que se acordássemos às 6h30 tínhamos tempo para cada um tomar o seu banho, irmos tomar o pequeno almoço e estarmos prontos às 8h30 no salão de refeições. Mas já todos ouvimos falar da pontualidade britânica, não já?!

Eram 6h40 e estava eu deitado na cama, de banho tomado, a ler..., a "fazer horas" até às 7, que era quando o pequeno-almoço era servido. Quem tinha razão? =D

Quando chegamos ao salão de refeições - ou simplesmente refeitório - já lá estavam alguns madrugadores! Pareciam todos ansiosos por começar. Quando fui escolher o que comer, havia de tudo um pouco: cereais de vários tipos, frutas, geleias, manteiga, nutela, leite, iogurte (ou então um leite muuuuuito cremoso, visto que ele escorria de um pacote igualzinho ao do leite, mas com uma percentagem de concentração diferente impressa na caixa!), pão de todo o tipo e até pickles frescos! Tínhamos ainda uma máquina para tirar cafés e chá.

Eu tomei a minha tradicional taça de leite com cereais e comi uma fatia de pão torrado com manteiga, acompanhado de um copo de sumo de maçã, que um dinamarquês aproveitou para brincar comigo dizendo: "a beber cerveja logo pela manhã?", ao que eu respondi: "nós portugueses somos assim: duros!".

Enquanto tomávamos o pequeno-almoço, uma série de funcionários da LEGO passava por nós, lá e cá, carregando caixas de LEGO infindáveis... "Seria tudo aquilo para nós?!"

Depois do pequeno-almoço tomado, fomos chamados a passar para a sala que seria o espaço onde passaríamos as quase 12 horas seguintes - uma sala ampla, multiusos, com 4 conjuntos de mesas dispostas ao centro, preparadas para uma reunião ou algo do género, com copos e chávenas de chá em cada lugar, uma pastinha com os contratos a assinar e mais uma fila de mesas ao fundo com praticamente todos os sets LEGO em produção este ano (inclusivé as novidades do final do ano, como os sets Harry Potter).

Havia uma lista fixada na porta de entrada com os nomes de cada um atribuídos a um de quatro grupos. Aí, como todos os outros, imaginei que em algum momento tivéssemos de trabalhar em grupo, mas a verdade é que o trabalho veio a revelar-se totalmente individual, aumentando ainda mais a inevitável competitividade entre todos (que apesar de tudo, não era assim tão evidente de uns para os outros!).

Eu estava no grupo 3. Deixei as minhas coisas no chão encostadas a uma perna da mesa e sentei-me. Fui dos primeiros a sentar-me, mas depois apercebi-me que não tinha ainda o meu cartão de identificação. Levantei-me e fui para o fim da fila. Quando finalmente voltei para a mesa, todos os lugares estavam ocupados. "Mas então onde me vou sentar eu?" Foi então que perguntei se eram todos do grupo 3. Aí, a maioria do pessoal começou a olhar uns para os outros: "mas existem grupos definidos?". Ai pois existiam! Levantaram-se os que ainda não tinham visto a tal folha na porta e foram verificar a que grupo pertenciam. E aí, como que por magia, o meu lugar apareceu! :)

Depois de dadas as boas vindas por parte da equipa de designers presente e de cada um deles se ter apresentado aos 40 candidatos, as "hostilidades" começaram!

Para começar tivemos de apresentar os nossos "trabalhos de casa"! Lembram-se do meu tabuleiro-aquário?

Eu tive de apresentar o meu trabalho em frente ao meu grupo e ao conjunto de designers presente. Expliquei que quando recebi a caixa de bricks básicos em casa, com cores tão berrantes e peças tão simples, não tinha uma ideia do que pudesse fazer. Foi então que me lembrei de criar um mosaico e usar gelatina real para preencher os espaços entre as peças. A reacção geral foi de surpresa ao perceberem que se tratava de gelatina de verdade. Claro está que foram muitos os que tiveram de tocar para acreditar!

Depois de uma primeira prova de desenho in-loco e outra de construção, a manhã chegou ao fim! Era hora de ir almoçar e conversar um pouquinho com os amigos que se começavam a criar para relaxar um pouco! Apesar de tudo, o dia estava a começar bem, embora a pressão fosse cada vez maior. Olhava em volta e só via designers, pessoal profissional no que diz respeito a criar conceitos e desenhar, e eu era apenas um fã de LEGO - um dos 8 ou 9 presentes contra os mais de 30 designers!! Mas acho que não me saí nada mal em qualquer uma das provas!

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[3ª Parte] De volta a Billund: conhecendo o "inimigo"!


Quando cheguei ao aeroporto de Billund, fui levantar - agora sim! - a minha mala. Estava a dirigir-me para a saída quando me lembrei que eles não usavam o Euro, portanto, tinha ainda de levantar algum dinheiro para poder pagar ao taxista.

Procurei por uma caixa multibanco, mas não encontrei à primeira vista. Sou apologista do provérbio "quem tem boca vai a Roma", por isso nunca tenho problema algum em pedir ou perguntar quando preciso. Dirigi-me a uma funcionária do aeroporto que estava ali para prestar apoio nas máquinas de check in automático. Indicou-me a caixa mais próxima e lá fui eu. Inseri o cartão, autentiquei-me mas depois fiquei na dúvida de quanto deveria levantar. Não me conseguia recordar da taxa de conversão de EUR - DKK, mas lembrava-me que 4599 coroas dinamarquesas eram aproximadamente 617€. Fiz as contas e acabei por decidir levantar 500 DKK.

Peguei nas minhas coisas e saí do aeroporto. Apanhei o taxi mais próximo e pedi que me levasse até à LEGOLAND Village. Andei apenas uns 5 minutos, talvez nem tanto, e apenas porque lá eles são realmente respeitadores dos limites de velocidade, porque o parque fica mesmo ao lado do aeroporto.

Podem perguntar-se porque é que então não fui a pé... Pois... A LEGO assumiu todos os gastos da viagem, inclusive os possíveis gastos com taxis, portanto, bastou-me guardar o recibo! :)

Quando cheguei ao destino, tinha à minha espera uma mesa cheia de gente simpática, onde os únicos rostos conhecidos eram o do SirNadroj (Jordan, um jovem AFOL americano de 18 anos - o mais novo dos candidatos), o Jamie e o Adrian - dois LEGO Designers que conheci na viagem a Billund em Abril com a Comunidade 0937.

O Jamie levou-me até ao balcão da recepção para levantar a minha chave e a minha roupa de cama e toalhas e lá fui conhecer o meu quarto. O meu companheiro de quarto já tinha chegado e se instalado. Iria conhecê-lo mais tarde. Sabia apenas que se chamava Giles (pronuncia-se "Gailes") e que vinha do Reino Unido.

Foto tirada pelo Paul Lee no seu quarto, que era exactamente igual ao meu. Dormi na cama da esquerda.

Antes de voltar ao salão de refeições onde estavam os outros candidatos, tive de ir conhecer o WC... O almoço no avião soube bem, mas o meu estômago não gostou tanto assim! =D

Naquele primeiro dia de viagem, não havia grandes planos. O pessoal estava a chegar, a instalar-se e a começar a conhecer os "concorrentes". Sentei-me na mesa onde havia uma vaga, onde jantavam três americanos e o Jamie. Estavam a ter uma interessante conversa sobre cinema, visto que um deles era até produtor de cinema nos EUA! Mas curiosamente eu não conhecia metade dos filmes de que eles falavam... "Mas que raio de cinema ando eu a ver então!?", pensei eu, que sempre acreditei ser um consumista de cinema americano mais do que qualquer outro!

Antes de me sentar, fui buscar o meu jantar - self service - numa espécie de buffet cheio de diferentes e coloridas alternativas. No meio de tanta coisa estranha e desconhecida, vi uma mistela que me pareceu ser bacalhau com natas. Tirei um bocado e completei o prato com alguns vegetais. Sentei-me a comer e ao fim de um bocado apercebi-me que estava a comer cenoura com tomate crus e aquilo que pensava ser bacalhau com natas, na verdade não passava de batatas com batatas e um molho de alho qualquer... Pois... Coisas de sustança, tipo carne, não era coisa que se avistasse no meu prato! "Vou ficar com fome!!"

Logo depois apercebi-me que podia levantar-me e encher o prato tantas vezes quantas quisesse, portanto, levantei-me e fui buscar algo que realmente alimentasse o meu corpinho: espetadinhas de carne - bem boas!! - uns mini hambúrgueres manhosos e uma espécie de nuggets cinzentos, mas bons!

Depois do jantar ficamos na conversa mais um pouco até por volta das 9h15 da noite. Saímos do salão e ficamos mais um pouco no exterior, mas já começava a sentir-se o frio. Os americanos estavam espantados por ainda se ver luz do sol no céu: "mas nunca mais fica noite!?". Ao fim de mais um pouco, cada um foi para o seu quarto. "Alguém sabe quem é o Giles!?", perguntei eu antes de nos dividirmos. Alguém disse que ele já se tinha retirado, portanto, estava prestes a conhecer o meu companheiro de quarto.

Assim que entrei, apresentamo-nos e conversámos durante uma hora. Não podia ter tido mais sorte! Primeiro era inglês, portanto, só eu é que poderia ter alguns problemas com a língua... =D E tinha exactamente a minha idade. Era recém licenciado em Design e estava à procura do seu primeiro emprego. Demo-nos logo muito bem e quando a mãe dele lhe ligou, pude ouvi-lo dizer que estava super aliviado porque o companheiro de quarto era muito porreiro! =D

Estávamos os dois claramente ansiosos pelo dia que viria a seguir, mas ambos tínhamos a mesma sensação inicial, que depois se veio a confirmar: apesar de todos sabermos o quão competitivos seriam aqueles dias, o espírito entre todos era de real companheirismo e descontracção.

Antes de adormecer li mais alguns capítulos da Fortaleza e ainda mandei algumas mensagens para a minha mãe e para os amigos mais curiosos.

O primeiro dia estava no fim. Era hora de fechar o livro e apagar a luz sobre a minha cabeça. O Giles já se tinha deitado há um bocado, mas ainda estava a escrever umas mensagens. Ao fim de umas quantas voltas na cama, lá acabei por adormecer.

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[2ª Parte] De volta a Billund: como é triste não estar habituado a voar sozinho!

Continuação de [1ª Parte] De volta a Billund: Cola branca + Gelatina = BOOOM!.

A aventura propriamente dita começou na quarta-feira: o dia da viagem de ida!

O meu primeiro avião estava marcado para as 11h30 da manhã. Fiz o check in no dia anterior pela internet, por isso de manhã tive tempo de tomar um banho, pegar nas malas e entrar no carro. O meu irmão levou-me ao aeroporto, acompanhado de duas amigas dele e os três fizeram-me companhia até às 10h30. Aí dei entrada e fiquei a aguardar pelo embarque.

Era a primeira vez que estava a viajar sozinho. Foi estranho de certo modo, mas eu estava calmo. Muita gente me perguntou como me senti na viagem de ida, por toda a ansiedade, as expectativas, o nervosismo, mas o que é certo é que estive sempre até bastante relaxado. Tentei sempre estar o mais desligado possível daquela realidade... Acho que foi uma forma inteligente de controlar todos aqueles sentimentos! Por isso, na viagem de ida não fiz outra coisa senão ler! Sim, eu, Marcos Bessa, estive a ler! =D

Levei comigo a "Fortaleza Digital" de Dan Brown, visto que já tinha lido dois livros dele ("O Código Da Vinci" e "Anjos e Demónios") e tinha gostado. Quase terminei o livro lendo apenas nas viagens e um par de capítulos em cada noite antes de adormecer, mas ficaram 40 páginas por ler... Espero não ter de voltar a viajar para o terminar!

Quando cheguei a Frankfurt, Alemanha - a minha paragem entre Porto e Billund -, saí do avião e comecei a andar em passo acelerado para o novo portão onde deveria apanhar o segundo voo do dia. No meio do caminho, sobre um tapete rolante, apercebi-me que estava sem a minha mala. Voltei para trás, fiquei de frente para o "cuspidor" de malas no deck de bagagem do meu voo e esperei... esperei... Toda a gente, um a um, foi saindo dali com a sua mala. Restei apenas eu e um casal jovem que, como eu, viram confusos o "cuspidor" parar de funcionar. "As nossas malas!?", pensamos os três com certeza quando olhamos uns para os outros (cada um na sua língua!).

Fui até um balcão de informações ali ao pé e o funcionário pediu-me o bilhete do voo. Respondeu-me que teria apenas de levantar a minha bagagem em Billund. Pois.... Lembram-se quando disse que era a primeira vez que viajava sozinho? Aposto que o funcionário se apercebeu disso nesse exacto momento. LOL

Dirigi-me de novo então para o portão de embarque do segundo voo. Quando descobri a entrada - ou aquilo que eu achei que seria a entrada para o avião - pareceu-me estar fechada e estranhamente vazia! Na verdade, não tão estranhamente vazia, afinal de contas ainda faltavam 10 minutos para as 15h e o voo era às 16h30.

Então decidi sentar-me por ali, no corredor, e peguei no livro, para esperar até às 16h. Nisto surgiu um casal que entrou no corredor de acesso à suposta zona de embarque. Pensei: "vão voltar para trás, ainda é cedo...", mas não voltaram. Guardei novamente o livro e fui atrás deles. Afinal, no fim daquele corredor, um pouco à direita havia uma nova porta de vidro que dava acesso a um hall com outras duas passagens de vidro - senti-me a atravessar uma zona interdita a "pessoas estranhas ao serviço", mas lá continuei (como em Londres no Madamme Tussauds...).

Foi então que depois de descer umas escadas rolantes entrei na verdadeira zona de embarque para o meu voo. Tudo "O.K." até aí. Tinha mais do que tempo e aquele percalço acabara por não se revelar nada grave. Sentei-me mesmo em frente à porta de embarque - onde depois um autocarro nos apanhou para nos levar até ao avião - e voltei a pegar no livro. Por mero acaso olhei para trás, para o grande LCD suspenso a uns metros acima de mim e vi em números garrafais um relógio - como que se se tratasse de um contador - a marcar 16:00:00. Olhei para o meu relógio um par de vezes, olhei para os televisores sobre o balcão na porta de embarque, voltei a olhar para o LCD e depois para o meu relógio... O fuso horário é diferente entre o Porto e Frankfurt! Ainda bem que aquele casal passou à minha frente, porque de outra forma não me tinha apercebido que o meu voo estava a levantar enquanto lia mais umas páginas da "Fortaleza Digital". =O

Quando entrei no autocarro que me ia levar até ao avião, um senhor sentou-se do meu lado. Tinha todo o aspecto de ser um empresário alemão. Andamos de autocarro uns 5 minutos. O aeroporto era enorme e senti que estava a fazer uma visita guiada pelas pistas em vez de me estarem a levar para o meu avião. O tal senhor até comentou em inglês: "Daqui a nada estamos em Billund!". Pois!

Embarcamos e com mais uma hora e alguns minutos de viagem lá chegámos a Billund. Finalmente! O meu relógio, já devidamente acertado, marcava algo próximo das 18h.

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[1ª Parte] De volta a Billund: Cola branca + Gelatina = BOOOM!

Finalmente tive tempo de me sentar em frente ao computador para vos contar como foi esta minha experiência em Billund.

Pois começo por vos dizer que foi A experiência!

Da esquerda para a direita: eu (Portugal), Jordan (EUA), Fred (França) e Paul (EUA).

A aventura começou na 3ª feira quando tive de fazer o meu "trabalho de casa" para levar comigo para Billund. Na sexta feira anterior tinha chegado a minha casa pelo correio uma caixa de bricks básicos (5539) com a qual eu devia "criar um novo tipo de brincadeira com as peças". Tinha cartão verde para usar outros materiais para além das peças e até para cortar, colar ou pintar os bricks. Alguns podem ter ficado um tanto ou quanto intrigados quando eu escrevi no meu Facebook:

Marcos Bessa está neste momento a mergulhar peças LEGO em cola branca......... e sente que está a cometer um crime!! :S
Mas há coisas que têm de ser feitas.....

A verdade é que estava a fazer o meu "trabalho de casa": um tabuleiro de cozinha com um mosaico a representar um peixe no fundo do mar, com algumas algas à mistura.

A primeira fase foi pintar o tabuleiro, duas "de mãos". Depois criei o mosaico em cima de uma folha de papel do tamanho do tabuleiro, enquanto a tinta secava. O passo seguinte foi reproduzir novamente o mosaico mas desta vez sobre a "cama" de cola branca que tinha espalhado sobre o tabuleiro.

Por fim, quando eu achava que a cola já tinha secado o suficiente, despejei sobre as peças meio litro de gelatina super concentrada de frutos do bosque (a única azul!). Pois... Mas a cola não estava seca o suficiente!

Marcos Bessa Pois.... a aventura resultou numa valente bosta! xD
Dica: nunca deitar gelatina de frutos do bosque quente sobre cola branca semi-seca...... xD
Isto de fazer tudo à última da hora nem sempre resulta.......... :/

O cenário estava negro, pairava uma nuvem cinzenta sobre a minha cabeça e a jorrada de água que faltava para arruinar tudo de uma vez por todas estava mesmo a ameaçar cair... Mas com paciência e cuidado lá consegui reparar o caos e deixei o tabuleiro a secar com pilhas de livros sobre uma camada de jornal de forma a pressionar as peças para que elas não "flutuassem" mais naquele mar de gelatina.

O resultado, por fim, nem foi assim tão mau! :)



Este acabou por ser o primeiro trabalho que tive de apresentar em Billund, na quinta-feira de manhã: o primeiro dia do Workshop. Os designers e demais funcionários da LEGO que estavam presentes para avaliar os nossos trabalhos não foram muito extensos em comentários nesta primeira prova, mas pude perceber que ficaram agradavelmente surpreendidos com a ideia e com a utilização de gelatina de verdade. Toda a gente tinha de lhe tocar para acreditar! :)

Fui o único que não encaixou um único brick nesta prova.
"Create a new type of play experience (...) Can LEGO Bricks be used for more than just a good building experience?"

Pelo menos original acredito que fui.

Mas voltemos um pouco atrás no tempo, afinal de contas quando terminei esta primeira prova ainda estava em solo nacional.

Continua em [2ª Parte] De volta a Billund: como é triste não estar habituado a voar sozinho!.
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domingo, agosto 22, 2010

De volta a Billund! (2º Passo na concretização do sonho...)

Lembram-se de vos ter falado da minha candidatura à LEGO?

Pois bem, tenho boas notícias: fui seleccionado para a próxima fase. Na próxima quarta embarco de manhã no aeroporto Sá Carneiro rumo a Billund (pela segunda vez este ano, mas agora de avião!), com tudo pago pela própria LEGO!

Será uma viagem curta (volto na sexta à noite) mas será com certeza muito intensa e de grande ansiedade. Terei uma entrevista individual para mostrar o meu trabalho e as minhas aptidões para o cargo e terei outras actividades/provas com os demais candidatos.

Se tudo correr pelo melhor e eu for convidado para ir trabalhar com eles lá, terei de me mudar para a Dinamarca... Os meus amigos e familiares perguntam-me como estou e como me sinto em relação a tudo isto, mas a verdade é que prefiro não pensar... Ficar lá significa conseguir realizar mais um sonho (garantidamente um dos maiores), mas ao mesmo tempo implica deixar demasiadas coisas para trás, neste pequeno país à beira mar plantado...

Aconteça o que acontecer nos próximos dias, daqui a uma semana terei de pensar no que vou fazer da minha vida a partir do próximo mês; antes disso, não! ;)

 Até logo.
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