Desabafo de um ano de consciência pesada...
Hoje faz um ano. Que perdi o chão por debaixo dos meus pés. Num telefonema doloroso. De voz trémula, foi a minha mãe quem me deu a notícia. Passei o dia a ponderar se deveria escrever sobre isto. Passei o ano, na verdade. Chegou talvez a hora de desabafar um pouco. Não sei, neste momento, quanto tenho a dizer ou quanto irei efectivamente escrever. Nem tão pouco sei se isto acabará publicado ou simplesmente esquecido num rascunho inacabado. No dia 12 de Dezembro de 2012 perdi o meu avô paterno. As pessoas morrem. Todos os dias. Tantas. É o ciclo natural da vida. E ele partiu com uma vida cheia de alegrias, conquistas e frutos. Ninguém poderá alguma vez desejar uma vida melhor do que a dele. E mais do que qualquer um, ele mesmo afirmava-o orgulhosamente. O meu avô Maximino foi o homem mais íntegro, mais respeitado, mais responsável, mais tudo... que eu conheci. Será sempre o melhor exemplo que terei para a minha vida. Cresci ao pé dele. Via-o todos os dias. Falav...