terça-feira, junho 14, 2011

[NEW LIFE] Day A255 - Voltar a Portugal a custo!

Já faz uns dias desde a minha última visita ao blog. Passei uns dias em Portugal na semana passada e regressei ontem. Estive praticamente o tempo todo afastado do PC e do Facebook... Foi quase como uma desintoxicação! :)

Mas cá estou eu de volta e com muito para contar!

Na passada quarta-feira viajei para Portugal, enviado pela LEGO, para estar presente na segunda edição do evento Arte em Peças, organizado pela Comunidade 0937. Assim como no ano passado, este evento teve lugar em Paredes de Coura, mas sobre ele falarei mais tarde num outro post. Prometo!

Agora é tempo de falar da aventura que foi chegar a Portugal!!

O despertador tocou às 4h da manhã, apenas umas cinco horas depois de me deitar... O dia parecia nunca ter terminado. Deitei-me com o céu ainda um pouco claro e acordei com o amanhecer. Cheguei ao aeroporto por volta das 5h. Fiz check-in de uma caixa que levava comigo para deixar em Portugal e segui para o frete habitual da segurança. Desta vez foi o meu relógio que fez a máquina apitar.

Ainda parei no balcão do café do aeroporto de Billund para comprar uma salada de fruta e um sumo para tomar de pequeno-almoço, mas às 5h30 - hora suposta para embarque segundo o bilhete - já estava no Gate 13.

Deram 6h, hora do voo, e ainda estávamos todos sentados no mesmo lugar, alguns de pé - não no mesmo lugar... A funcionária do aeroporto informou-nos entretanto que o piloto estava a experienciar alguns problemas no computador de bordo. Não havia previsão para o resolução dos mesmos.

Mais uma hora de espera e continuávamos todos à espera, sem qualquer notícia... Já passava das 7h da manhã quando a mesma funcionária, depois de mais um telefonema, nos informou que o problema estava a levar mais tempo do que imaginavam para ficar resolvido - aparentemente reiniciar os computadores não tinha funcionado -, convidando-nos assim a voltarmos para a zona de espera no andar de cima, onde deveríamos aguardar por novas indicações pelos alto-falantes. A princípio ela deu a notícia apenas em dinamarquês, tendo sido preciso eu dirigir-me a ela para saber o que se estava a passar. Resolvi ficar por ali para aguardar... Mas não demorei muito mais a sair, porque poucos segundos depois o telefone voltou a tocar e a tal funcionária informou os passageiros que ainda se encontravam ali que o voo tinha sido cancelado e que o piloto "achava que se calhar era melhor chamar um técnico". Mais de uma hora e meia depois do problema ter começado - no mínimo! -, o piloto lembrou-se que se calhar era melhor chamar um técnico...

Saí então dali, e fui juntamente com os restantes passageiros guiado até à zona de recolha das bagagens, para recolher a minha caixa. Depois tinha de voltar ao balcão das agências na entrada do aeroporto para tratar do meu rebooking. Quando lá cheguei, tirei a senha número 636. O visor mostrava o número 610. Seria muito mau?!

Havia apenas duas pessoas a atenderem os passageiros daquele voo para Frankfurt que tinha sido cancelado. E uma delas parecia estar a jogar o solitário, porque não chamava ninguém para o PC dela... Às 9h40, finalmente, chegou a minha vez! A esta altura já tinha perdido o meu segundo voo em Frankfurt e qualquer outro que ainda me levasse a Copenhaga para chegar a uma hora razoável ao Porto ou Lisboa. A melhor solução que conseguiram arranjar para mim foi um voo triplo a começar às 11h30 com destino a Amsterdão, depois para Barcelona e finalmente Porto, com chegada prevista às 19h30. NOVE HORAS depois do previsto!!!

Ah... e com a remarcação, ainda tiveram a gentileza de me oferecer um voucher no valor de 55 coroas dinamarquesas (aprox. 7,40€) para gastar no bar. Tive de colocar 11 kr. para pagar uma sandwich e um sumo que comprei para comer ao fim da manhã!!.... --' E só tinha uma moeda de 10. Felizmente a menina que me atendeu foi atenciosa o suficiente para me descontar 1 kr. para não ter de usar o cartão multibanco...

Depois do primeiro voo do dia, enquanto esperava em Amsterdão, reparei numa hospedeira de bordo que passou por mim e que me despertou particular interesse (houve uma outra que também o fez - uma indiana -, embora por motivos totalmente opostos!). Mas voltando à tal de quem estava a falar, era uma daquelas mulheres com demasiada pele no rosto, as linhas demasiado marcadas, até mesmo para a idade que devia ter. Era magra e tinha a pele bastante morena, o que contrastava bastante com o tom do seu cabelo. Era louro pálido e tinha um aspecto pouco cuidado... áspero! Estranhei a falta de cuidado na sua aparência, afinal de contas as hospedeira de bordo deviam ser todas como a Gwyneth Paltrow em "View From The Top"... Mas certo é que por cada uma que vi bem arranjada a atravessar em passo acelerado o corredor onde esperava para embarcar, vi outra com o cabelo mal apanhado, mal pintada ou sem maquilhagem nenhuma...

Depois enquanto continuava à espera, lembrei-me de pegar num caderno que levava comigo e comecei a escrever. À mão, como há muito não fazia!

"Agora estou sentado nos bancos de espera, mas não num canto isolado de onde posso observar todos, não me sentindo tão observado (como de resto é o meu hábito). Mesmo à minha frente tenho duas personagens... Um casal de amigos. Claramente só amigos. Ela com uma blusa com um estampado em tons de azul escuro e preto, umas calças de uma espécie de licra aveludada azuis escuras, umas botas brancas com um estampado dourado e atacadores verde fluorescente. Ah! E por cima da blusa tem um casaco de malha com um padrão tigresa em tons de laranja-terra e preto. Usa os óculos da moda, que é como quem diz, antigos de armação grossa, provavelmente sem qualquer graduação. E esteve o tempo quase todo a ver as fotos que tirou na sua Cannon. Ele, no entanto, tem o aspecto de um artista na sua personificação mais tipificada possível: cabelo pelo ombro que parece não ter visto um pingo de água há já algum tempo de tão emaranhado que está (com um totó a fazer um rabo de cavalo de meio palmo a apanhar apenas um pedaço do cabelo na parte de trás da cabeça). Usa uns headphones gigantes à volta do pescoço e um pau de chupa na boca. Esteve o tempo todo com um caderno amachucado nas mãos e uma caneta. Metade do tempo esteve a fazer um desenho de nada: traços paralelos e enviesados. E mexia no cabelo, colocando-o à frente da cara como se estivesse a vivenciar um rasgo de inspiração vindo do além. Inspiração posso dizer que senti eu porque fui impelido a pegar no meu caderno e na minha caneta vermelha (como gosto de escrever a vermelho!) só para tomar nota das suas peculiares descrições. Agra mais para o fim - já estão a dar início ao embarque - ele desistiu do seu desenho e começou a também a escrever alguma coisa. Se calhar está a fazer o mesmo que eu! :)"

Acabei por passar o dia inteiro em aeroportos... Estive pela primeira vez em Amsterdão e Barcelona, para não por os pés sequer fora do aeroporto! Contava almoçar com os meus pais e acabei por chegar apenas para jantar... Mas tive uma boa surpresa: tinha a família toda da parte da minha mãe à minha espera em casa da minha avó e arroz de pato no forno...... deliciei-me! :)

Felizmente a viagem de regresso não teve tantos contratempos... Apenas uma escassez surpreendente de taxis à entrada do aeroporto à hora a que cheguei... Ao fim de uma meia hora de espera lá consegui voltar para Gravhojen!

Até logo!

P.S. Lembram-se da hospedeira com cabelo palha-d'aço? Acabou por fazer o meu voo! Já da indiana, nem sinal...

2 comentário(s):

Anônimo disse...

Quando entraste na lego, comecei a ler o lego na esperança de ler coisas interessantes sobre a tua experiência, etc, mas passado uns tempos desisti. Isto devido ao
"lixo" que aqui metes!

És certamente muito talentoso a criar lego e deves ser uma pessoa interessante de conhecer, mas através deste blog apenas transparece um recém adulto infantil. Passado meses é a mesma coisa. Cresce um bocadinho e analisa lá o que escreves.

Marcos Bessa disse...

Obrigado por continuar a passar por cá, mesmo considerando que o aqui vou escrevendo não passa de "lixo".

Sim, tenho 22 anos e sou um recém adulto. Infantil? Às vezes! Triste aquele que matou a criança dentro de si quando fez 18 anos...

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