segunda-feira, janeiro 23, 2012

A MATILHA anda à solta... atreve-te a ouvir!

Já não me recordo do ano - talvez em 2005 ou 2006 - conheci os Tragic Comic, uma banda portuguesa de rock progressivo com um único álbum editado até à data: Welcome To My Show (poderiam aceder ao link para fazer download gratuito do álbum no myspace da banda, se o MegaUpload não tivesse sido fechado).

Tive oportunidade de assistir a um concerto muito intimista com eles, ainda na altura em que a Diana Abreu partilhava o micro com o Né - actual único vocalista. Conheci-os a todos, os sete membros da uma banda original, apaixonada e esforçada. Infelizmente até hoje a banda não apresentou qualquer novidade, embora não faça ainda muito tempo que as minhas fontes me tenham informado que novidades estariam para breve...


No entretanto, estes músicos não têm estado parados! Com vários projectos paralelos, vidas profissionais e pessoais à mistura, 4 dos membros originais dos Tragic formam uma outra banda de rock português, com um som muito próprio e que vale a pena experimentar: a Matilha.

"Andar Perdido", abre uma experiência musical de qualidade composta por 11 faixas e é o primeiro single do álbum de estreia - "Andar Perdido É Uma Conversa".



O video está bastante simples, mas de qualidade. Nem sempre as coisas mais elaboradas são as melhores. A banda convidou os seus fãs para aparecerem sobre a passadeira rolante, caminhando infinitamente, e eu tê-lo-ia feito com todo o gosto se tivesse tido oportunidade de aparecer no dia das gravações!

Sim, sou um fã da banda!

Já tenho o CD há alguns meses e volta e meia ouço-o no meu computador enquanto trabalho ou no telemóvel. Sou consumidor de vários tipos de música e se há algo que vou tentando manter no meu "iTunes" é uma boa dose de música portuguesa. Desde Rita Guerra, a The Gift, passando por Amor Electro, David Fonseca, Susana Felix, e até Adelaide Ferreira se o ouvido pedir... Matilha está lá também!

O som desta banda é bastante característico, muito em parte porque apesar de "rockeiros" se despiram das típicas e tradicionais guitarras eléctricas neste género. Em todo o álbum, apenas "Só Mais Uma Vez" dá a ouvir uma guitarra tocada por um músico convidado. De resto, é o piano, o baixo e a bateria que dominam e preenchem os sons uivantes dos "rafeiros" Ozzy, Indie, Patrão e Né.

A minha faixa favorita do álbum? Além do single, gosto particularmente da letra de Anjo Negro, da agressividade de "Só Mais Uma Vez", da inesperabilidade de "A Manuela Deixou de Aparecer" e estou viciado na simplicidade viciante de "Piéce de Resistence".

Definitivamente aconselho a ouvirem o álbum! E comprem-no também! Apoiem o que é Português, mas sobretudo o que é bom!

Até logo.

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