quinta-feira, julho 08, 2010

Eternamente marcado no corpo...

Uns podem chamar-lhes marcas do mundo moderno ou até associá-las a pessoas com ideologias e modos de vida menos comuns e/ou de algum modo questionáveis... No entanto, o que é certo é que as tatuagens há muito que entraram na nossa sociedade, deixando de ser um símbolo de marginalidade.

Uma tatuagem, nos nossos dias, é vista agora muito mais como uma forma de expressão individual e de arte. É-o agora, mas a verdade é que foi justamente como tal que elas surgiram...

Há mais de 3500 anos, entre comunidades tribais era prática comum os nativos tatuarem-se para marcar os factos mais importantes da vida biológica (nascimento, puberdade, reprodução e morte), assim como para relatar os principais feitos da vida social (como quando se tornavam guerreiros, sacerdotes ou réis; quando se casavam; para identificar prisioneiros; entre outros motivos).

Hoje, já ninguém procura fazer uma tatuagem tosca e "mal-amanhada", como aquelas que os presos faziam na cadeia em condições precárias - aquelas típicas "Amor de Mãe" e "Angola 1964"... Embora continuem a existir pessoas que vêem a tatuagem apenas como mais um "adereço" de moda, uma tendência ou um simples acto de rebeldia e loucura, fugindo completamente do seu propósito original.

Eu não sou uma pessoa de seguir modas apenas por seguir - em alguns assuntos até sou mesmo um "peixe contra a corrente" - mas há coisas que me fascinam... E uma delas é fazer uma tatuagem! Sempre admirei as pessoas que as fazem e que lhes dão um significado. Eu vejo uma tatuagem como uma homenagem a um momento muito especial, uma forma de tornar eterno algo que não queremos jamais esquecer. E é por isso que finalmente me decidi a marcar no meu corpo algo que sem dúvida jamais esquecerei e que para sempre terá um significado muito grande para mim.

A minha primeira tatuagem será uma homenagem ao meu primeiro livro publicado: O Outro Lado da Verdade. Mais do que uma conquista e um motivo de orgulho imenso, foi uma vitória e a sua publicação está associada a um dos momentos mais felizes da minha vida.

A imagem que está no início deste post é então a minha futura tatuagem! Trata-se de um ambigrama no qual se pode ler a palavra "verdade" (na orientação original, assim como rodando 180º). Tem ainda dois números (repetidos de cada lado): a página e a linha duma das frases de que mais gosto no meu primeiro romance.

Pretendo fazer a tatuagem no final do verão, quando não tiver de estar preocupado com o sol que apanho no braço... Sim, vou tatuar na parte interior do antebraço. Só ainda não sei se será no direito ou no esquerdo! ;D

Sintam-se livres para comentar esta minha decisão... Opinem acerca da tatuagem, da minha forma de pensar, das origens e factos que vos apresento... Sintam-se em casa! ;)

Até logo.

4 comentário(s):

Anônimo disse...

bom, confesso k estou surpreendida. E ainda estou incrédula. Não imaginei que gostasses de tatuagens. Quanto à tua opiniao sobre as tatuagens, concordo com tudo o k dissest.
Vou ser muito sincera, parece-me um gesto muito consciente. Tem um fundamento muito bonito, e nobre. Todos os pormenores têm um valor, uma razão de ser, como já era de esperar. Contudo, (desculpa a sinceridade) a imagem é muito má. Para não dizer outras coisas.
Mais uma vez sublinho, tudo o que dissest é lindissimo, mas a imagem... :S

bjinh

Agostinha

Marcos Bessa disse...

Desde já obrigado pelo comentário! Fui eu que pedi, portanto tinha de estar preparado para o que quer que aí viesse.... :D

Mas vou querer perceber bem porque é que não gostas nada da imagem! Amanhã falamos.... ;)

Guilherme F disse...

Gosto bastante de ambigramas tatuados, e esse fica muito porreiro! Agora não tenho aqui o livro pra ir ver que frase do livro é tho... E concordo com a tua visão sobre as tatuagens. As duas que tenho marcam mais a alma do que propriamente o corpo, e as próximas também serão assim. Depois quero ver essa tatuagem feita!

Luis disse...

Eu apesar de não gostar de tatuagens para mim gosto de as ver em outras pessoas. A escolha desta em particular é sinónimo de amor ao próprio trabalho, e posso dizer que foi um bom trabalho, acabei recentemente de o ler. Fico à espera das sequelas, quer literárias quer as de decoração carnal.

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