terça-feira, agosto 31, 2010

[2ª Parte] De volta a Billund: como é triste não estar habituado a voar sozinho!

Continuação de [1ª Parte] De volta a Billund: Cola branca + Gelatina = BOOOM!.

A aventura propriamente dita começou na quarta-feira: o dia da viagem de ida!

O meu primeiro avião estava marcado para as 11h30 da manhã. Fiz o check in no dia anterior pela internet, por isso de manhã tive tempo de tomar um banho, pegar nas malas e entrar no carro. O meu irmão levou-me ao aeroporto, acompanhado de duas amigas dele e os três fizeram-me companhia até às 10h30. Aí dei entrada e fiquei a aguardar pelo embarque.

Era a primeira vez que estava a viajar sozinho. Foi estranho de certo modo, mas eu estava calmo. Muita gente me perguntou como me senti na viagem de ida, por toda a ansiedade, as expectativas, o nervosismo, mas o que é certo é que estive sempre até bastante relaxado. Tentei sempre estar o mais desligado possível daquela realidade... Acho que foi uma forma inteligente de controlar todos aqueles sentimentos! Por isso, na viagem de ida não fiz outra coisa senão ler! Sim, eu, Marcos Bessa, estive a ler! =D

Levei comigo a "Fortaleza Digital" de Dan Brown, visto que já tinha lido dois livros dele ("O Código Da Vinci" e "Anjos e Demónios") e tinha gostado. Quase terminei o livro lendo apenas nas viagens e um par de capítulos em cada noite antes de adormecer, mas ficaram 40 páginas por ler... Espero não ter de voltar a viajar para o terminar!

Quando cheguei a Frankfurt, Alemanha - a minha paragem entre Porto e Billund -, saí do avião e comecei a andar em passo acelerado para o novo portão onde deveria apanhar o segundo voo do dia. No meio do caminho, sobre um tapete rolante, apercebi-me que estava sem a minha mala. Voltei para trás, fiquei de frente para o "cuspidor" de malas no deck de bagagem do meu voo e esperei... esperei... Toda a gente, um a um, foi saindo dali com a sua mala. Restei apenas eu e um casal jovem que, como eu, viram confusos o "cuspidor" parar de funcionar. "As nossas malas!?", pensamos os três com certeza quando olhamos uns para os outros (cada um na sua língua!).

Fui até um balcão de informações ali ao pé e o funcionário pediu-me o bilhete do voo. Respondeu-me que teria apenas de levantar a minha bagagem em Billund. Pois.... Lembram-se quando disse que era a primeira vez que viajava sozinho? Aposto que o funcionário se apercebeu disso nesse exacto momento. LOL

Dirigi-me de novo então para o portão de embarque do segundo voo. Quando descobri a entrada - ou aquilo que eu achei que seria a entrada para o avião - pareceu-me estar fechada e estranhamente vazia! Na verdade, não tão estranhamente vazia, afinal de contas ainda faltavam 10 minutos para as 15h e o voo era às 16h30.

Então decidi sentar-me por ali, no corredor, e peguei no livro, para esperar até às 16h. Nisto surgiu um casal que entrou no corredor de acesso à suposta zona de embarque. Pensei: "vão voltar para trás, ainda é cedo...", mas não voltaram. Guardei novamente o livro e fui atrás deles. Afinal, no fim daquele corredor, um pouco à direita havia uma nova porta de vidro que dava acesso a um hall com outras duas passagens de vidro - senti-me a atravessar uma zona interdita a "pessoas estranhas ao serviço", mas lá continuei (como em Londres no Madamme Tussauds...).

Foi então que depois de descer umas escadas rolantes entrei na verdadeira zona de embarque para o meu voo. Tudo "O.K." até aí. Tinha mais do que tempo e aquele percalço acabara por não se revelar nada grave. Sentei-me mesmo em frente à porta de embarque - onde depois um autocarro nos apanhou para nos levar até ao avião - e voltei a pegar no livro. Por mero acaso olhei para trás, para o grande LCD suspenso a uns metros acima de mim e vi em números garrafais um relógio - como que se se tratasse de um contador - a marcar 16:00:00. Olhei para o meu relógio um par de vezes, olhei para os televisores sobre o balcão na porta de embarque, voltei a olhar para o LCD e depois para o meu relógio... O fuso horário é diferente entre o Porto e Frankfurt! Ainda bem que aquele casal passou à minha frente, porque de outra forma não me tinha apercebido que o meu voo estava a levantar enquanto lia mais umas páginas da "Fortaleza Digital". =O

Quando entrei no autocarro que me ia levar até ao avião, um senhor sentou-se do meu lado. Tinha todo o aspecto de ser um empresário alemão. Andamos de autocarro uns 5 minutos. O aeroporto era enorme e senti que estava a fazer uma visita guiada pelas pistas em vez de me estarem a levar para o meu avião. O tal senhor até comentou em inglês: "Daqui a nada estamos em Billund!". Pois!

Embarcamos e com mais uma hora e alguns minutos de viagem lá chegámos a Billund. Finalmente! O meu relógio, já devidamente acertado, marcava algo próximo das 18h.

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