quinta-feira, outubro 29, 2009

"Can you keep a secreat?"

Há uns tempos que já tinha ouvido falar neste filme, mas pouco sabia sobre ele. Já me tinha cruzado algures com o cartaz numa saída de sala de cinema qualquer e lembro-me de à primeira vista aquele olhar misterioso da pequena Esther me ter prendido a atenção. Ficou na memória a vontade de ver aquele filme...

Pois bem, ontem aconteceu!

E agora pergunto-vos eu: "conseguem guardar um segredo?" Este é um bom filme!

Definido como um Drama/Terror, realço a forte componente dramática da história aliada a boas cenas de tensão e terror... Imaginava que o filme fosse algo do género de "The Omen - O Génio do Mal", em que esta criança seria mais uma cria desse tramado diabo...

A verdade é que o filme me surpreendeu!

ATENÇÃO, a partir daqui o post pode conter spoilers (embora pouco significativos)!

Tratando-se apenas de uma simples criança (que na verdade não é tão criança assim....), sem qualquer ligação a forças do oculto, Esther revela-se malvada, fria e impiedosa. É certo que toda a história ganhou outro sentido depois de eu ter lido no IMDB que esta personagem tinha mais na sua história de vida do que aquilo que destacaram no filme... Opções de realização e argumento, porém acredito que o filme teria ganho com uma melhor contextualização desta sua personagem central!

Destaco em todo o filme o grande desempenho de Vera Farmiga (Running Scared e The Departed), a mãe de duas crianças e aquela que acolhe Esther como a sua nova filha - a quem pretende dar todo o amor que tinha guardado para a filha que perdeu no final da gravidez. Não sendo uma actriz da qual eu conheça grandes trabalhos, fiquei impressionado com a veracidade do seu sofrimento ao longo do filme... É de destacar sobretudo pela usual falta de qualidade a este nível nos filmes de Terror.

O elenco no geral é bastante razoável, mas tenho também de destacar a pequena Max (Aryana Engineer), uma menina de 7 anos, deficiente auditiva na vida real. Foi descoberta por um visinho, agente de profissão, quando a viu a comunicar em linguagem gestual com a sua mãe, também ela surda.



A primeira grande cena entre mãe e filha, logo nos primeiros minutos do filme, quando a pequena Max pede à mãe para lhe "ler" novamente o mesmo livro de sempre que conta a história de uma irmazinha que foi para o céu quando nasceu, é simplesmente enternecedora! E as várias cenas (não tantas assim, mas suficientes) em que o mundo à sua volta é-nos mostrado exactamente como ela o experiencia - sem qualquer som, excepto quando tem os seus preciosos aparelhos auditivos que lhe permitem ouvir alguma coisa, são uma grande mais valia no que toca à originalidade e cuidado do filme.

Com uma história forte e bem estruturada, Orphan é mais do que um filme de Terror, é um bom drama, com bons actores, boa realização e um enredo surpreendente!

Aconselho!

Até logo!

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